quinta-feira, 29 de abril de 2010

Maria, Nossa Mãe!!



A noite desce, lentas e tristes


Cobrem as sombras a serrania.


Calam-se as aves, choram os ventos,


Dizem os Génios: - Avé! Maria!





Na torres estreita do pobre templo


Ressoa o sino da freguesia,


Abrem-se as flores, Vésper desponta,


Cantam os anjos: - Avé! Maria!





No tosco albergue de seus maiores,


Onde só reinam paz e alegria,


Entre os filhinhos o bom colono


Repete as vozes: - Avé! Maria!





E longe, na velha estrada,


Pára, e saudades à Pátria envia


Romeiro exausto que o céu contempla


E fala aos ermos: - Avé! Maria





Incerto nauta por feios mares,


Onde se estende a névoa sombria,


Se encosta ao mastro, descobre a fronte


Reza baixinho: - Avé! Maria!





Nas soledades, sem pão nem água,


Sem pouso e tenda, sem luz nem guia,


Triste mendigo, que nas praças busca,


Curva-se e clama: - Avé! Maria!





Só nas alcovas, nas salas dúbias,


Nas longas mesas de longa orgia


Não diz o ímpio, não diz o avaro,


Não diz o ingrato: - Avé! Maria!





Avé! Maria! - No Céu , na Terra!


Luz da aliança! Doce harmonia!


Hora divina! Sublime estância!


Bendita sejas, Avé! Maria!

Nenhum comentário:

Postar um comentário